Escritor de livros infantis Paulo Netho
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Quem é o

Paulo Netho

Paulo Netho nasceu em Osasco, em 07 de setembro de 1964. Poeta e locutor.

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Quem é o Paulo Netho
A palavra me deu voz e vez
A palavra me deu voz e vez

Publicada em 09/04/2021

Quando menino eu queria ser jogador de futebol, mas na adolescência despenquei sem paraquedas no reino das palavras e achei o meu lugar na vida. Nem imaginava que o meu deslumbramento pela literatura se daria pelas ondas do rádio esportivo. Deixa-me explicar melhor isso. Nos anos 1970, com o radinho de pilha na orelha, ouvia os incríveis Osmar Santos, Fiori Giglioti e José Silvério. Os dois primeiros enchiam de poesia os meus ouvidos.

Nunca me esqueço do  Osmar narrando um gol do Corinthians. Na sua incrível narração simplesmente ele recita Drummond: “É como diz o poeta Carlos Drummond de Andrade, “(...) Eterna é a flor que se fana se soube florir/ é o menino recém-nascido/ antes que lhe deem nome/ e lhe comuniquem o sentimento do efêmero/ é o gesto de enlaçar e beijar/ na visita do amor às almas/ eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo/ mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata (...)”

Futebol e poesia, gostei tanto dessa combinação que ao cometer as minhas primeiras poesias, logo o desejo de recitar tomou conta de mim, mas eu não queria recitar as minhas poesias daquela forma endeusada que ouvia na escola, a ponto de chatear o ouvinte. Achava que a poesia devia chegar até aos ouvidos como um conversa porosa e gostosa, devia ter o vibrante sabor da narração desses craques do microfone esportivo.

Comecei a brincar com a palavra falada, descobri nela as suas agitações e os seus silêncios para chegar às palavras fundadoras, aquelas que tocam e encantam porque nascem do coração. Quando as crianças me questionam por que eu recito de maneira tão rápida, eu sempre digo a elas que é porque sou grato a esses narradores que citei aqui.

O meu desejo é que a poesia que escrevo e recito desperte no leitor e no ouvinte estados de empatia adormecidos, estados de infância esquecidos, poderosas imagens de vida benfazeja. E assim como eu, mais pessoas possam encontrar nas palavras sua voz e sua vez nesse mundo tão maluco e lindo.


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